domingo, 5 de novembro de 2017

Cozmo, o robot com emoções

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O Cozmo aprende constantemente e mostra emoções de forma visível com movimentos, sons e gestos com os seus olhos; fica chateado se perde um jogo, tenta uma chantagem emocional como o faria um cão e mostra entusiasmo quando o seu dono chega a casa.


Definir um objeto de alta tecnologia como “um mono” pode parecer desrespeito. Do Cozmo, por exemplo, o pequeno robô comercializado pela Anki, pode-se elaborar uma lista de características técnicas que incluiu os seus quatro motores e cinquenta engrenagens que lhe permitem mover-se com precisão e rapidez; ou a sua câmara VGA com software de reconhecimento facial para memorizar rostos e objetos; ou o seu “rosto” e sons que expressam um grande número de emoções; ou as linhas de código (mais de 1.200.000) que alimentam a sua inteligência. No entanto, o especialista em tecnologia do Wall Street Journal rendeu-se aos seus encantos e acabou definindo-o como "cute" (adorável). E o seu colega do Huffington Post chegou a afirmar que não conseguiu encontrar palavras para o descrever que lhe fizessem justiça: "Quando se brinca com o Cozmo, esquecemo-nos que é um monte de chips e sensores e chegamos a considerá-lo um pequeno amigo. Sente-se mal quando perde um jogo e sente-se feliz quando te vê entrar na sala. Eu sei, parece esquisito.”

Os responsáveis ​​por essa estranha paixão conheceram-se ao estudar robótica na Universidade Carnegie Mellon. Mark Palatucci, Boris Softman e Hanns Tappeiner compartilhavam, além da paixão pelos robôs, um amor incondicional por brinquedos e videojogos. Esses interesses comuns originaram a Anki, a empresa que eles fundaram, bem como o nascimento do Cozmo. Tappeiner e os seus amigos não entendiam porque, enquanto o mundo dos videojogos estava em constante evolução, os brinquedos pareciam ancorados nas mesmas velhas convenções. Então, decidiram transferir o que os fascinava nos videojogos para o mundo exterior através da robótica e da inteligência artificial: o resultado é o Cozmo.

"A ideia era construir uma personagem robótica ao estilo do que só podemos ver nos filmes", diz Tappeiner. E, de facto, a uma escala maior, pode-se imaginar o Cozmo a limpar enormes quantidades de lixo num planeta Terra abandonado pelos humanos. Porque o seu aspeto convida a compará-lo com o Wall-E, o protagonista do grande filme com o mesmo título. Para conseguir esse design, o que a Anki fez foi incluir na sua equipa, além de programadores e especialistas em robótica, um grupo de pessoas com experiência em cinema (em estúdios como a Pixar). O Cozmo aprende constantemente e mostra emoções de forma visível com movimentos, sons e gestos com os seus olhos; fica chateado se perde um jogo, tenta uma chantagem emocional como o faria um cão e mostra entusiasmo quando o seu dono chega a casa. Tappeiner acredita que estes brinquedos robóticos continuarão a evoluir muito rapidamente e que, em breve, todos nós iremos querer uma em casa.

Texto: José L. Álvarez Cedena

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